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O Empoderamento da Justiça


TÊMIS, deusa guardiã da Justiça, teria se penitenciado ao olhar para a Justiça brasileira 112 anos atrás e ainda não encontrar nenhuma mulher como advogada.


Ainda que a Justiça estivesse sob a guarda de uma representação feminina, TÊMIS ainda não poderia ver suas semelhantes integrando aquilo que paradoxalmente estava sob seu poder numa prévia do empoderamento feminino.


TÊMIS sentiria, não fosse pela força de MYRTHES GOMES DE CAMPOS, primeira advogada brasileira, que a balança que sustenta permaneceria pendendo muit


o, mas muito mais, para o lado dos privilégios masculinos, historicamente opressores; veria a Justiça brasileira rumar em sentido oposto aos caminhos da equidade se não existissem mulheres como MYRTHES, dotadas de fibra e coragem, que quebraram os grilhões dos preconceitos para ampliar e pertencer a um lugar que também sempre fora seu: os salões do júri, as delegacias, as salas de audiência, os espaços da Justiça.


Entre tantas mulheres, MYRTHES DE CAMPOS foi a pioneira entre aquelas que hoje primam não apenas pela justiça, mas também pelo direito de defesa no âmbito da advocacia criminal.


Bacharelada em 1.898, conseguiu ingressar nos quadros do Instituto dos Advogados Brasileiros (condição necessária ao exercício da advocacia) apenas em 1.906, depois de muito lutar contra as resistências e empecilhos machistas que tentavam proibi-la.